Slings – O seu bebê não pode ficar fora dessa!
Autora: Thais Vasconcelos
Reportagem de 14 de setembro de 2009.
Fonte: Bubbles Kids (Brasil).
Os famosos slings não são recentes, na verdade tem atravessado várias gerações. Os slings são baseados em um conceito muito simples de fornecer facilidade na utilização e versatilidade, são a atual versão modernizada das kangas, faixas utilizadas na África que permitem às mulheres, trabalhar e manter seus bebês junto ao corpo.
Embora o conceito não seja novo, o produto está completamente na moda na maioria dos países ocidentais. Hoje, é um novo acessório fashion e tornou-se a grande sensação entre as mamães modernas de todo o mundo.
Mas o que é exatamente um sling ? A palavra tem origem do inglês e significa ‘pendurar’. O sling é uma faixa de pano 100% algodão com duas argolas em uma das extremidades que, ajustada ao corpo, permite o transporte de crianças de até 16 quilos deitadas, sentadas ou nas costas do adulto.
Colocado no corpo, o “sling” imita a posição dos braços maternos curvados, seguindo a linha natural da coluna do bebê. No colo da mãe, o bebê escuta as batidas do seu coração, sente o seu calor e sua respiração, e acompanha cada movimento seu. É como se voltasse ao útero materno, mas com vista para o mundo.
Segundo as mamães, o maior benefício dos slings é a interação gerada entre mãe e bebê. “Quando colocada no sling, a criança fica em uma posição semelhante à fetal – próxima ao calor, voz, respiração e frequência cardíaca materna – como se a gestação continuasse fora do ventre da mãe”, revela Maria Cristina Senna Duarte, pediatra e diretora médica da Neovacinas.
O resultado? “Uma criança mais segura, calma, inteligente e com auto-estima elevada”, “Recomendaram-me o sling quando meu filho estava com menos de um mês e sofria de refluxo. Ele melhorou, passou a dormir melhor e, por isso, nunca usei carrinhos para ele passear. Hoje, ele já traz o sling para que eu o coloque nele. É lindo”, conta a jornalista Roberta da Fonte.
Existem inúmeras vantagens ainda mais importantes:
* O sling atua como incubadora natural para bebês prematuros, fornecendo a temperatura ideal através das trocas de calor com a mãe. Bebês “slingados” ganham peso e se desenvolvem mais rapidamente.
* A tipóia acalma e reduz o estresse. Previne os choros e as cólicas, melhorando também a digestão, os refluxos e o sono do bebê.
* Seu formato ergonômico respeita a espinha dorsal tanto do bebê quanto de quem o carrega. E permite que o bebê mantenha as perninhas juntas em uma fase em que suas articulações ainda estão se formando.
* Aumenta a auto-estima do bebê, pois ele recebe mais carinho e atenção do que estando no carrinho ou bebê-conforto.
* O sling protege, ainda, a criança do sol e do vento. E facilita a circulação em meio a multidões e lugares com desníveis ou de difícil acesso.
* Ele é prático, confortável, lavável, dobrável, leve e seguro.

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Benefícios do Pano porta-bebés!
Reportagem de 9 de agosto de 2007.
Fonte: Clube do Pano (Portugal).
• Choram menos:
Estudos tem provado que quanto mais colo os bebés tem, menos choram. As consequências a longo prazo de deixar crianças chorarem sem responder só agora estão a começar a ser entendidas. Um estudo descobriu que deixar um bebé chorar permanentemente altera o sistema nervoso por inundar o cérebro em desenvolvimento com hormonas de stress. Isto faz com que estes bebés sejam hiper sensíveis a futuros traumas e pode levar a incidentes de stress pós traumático e distúrbios de pânico na idade adulta. Bebés que choram menos nos primeiros meses choram menos no ano seguinte. Responder rapidamente ao seu bebé quando chora é um investimento – quanto menos chorar agora, mais pacifico será o ano que vem. Vale a pena!
• São mais calmos e satisfeitos:
Bebés que são levados num pano têm ritmo respiratório e cardíacos mais certos assim como temperatura interna constante. Ate um bebé prematuro pode ser levado de forma segura num pano, sem o perigo de comprometer o ritmo respiratório ou cardíaco. Bebés levados no pano regularmente são encorajados a sentirem-se satisfeitos e seguros.
• Dormem mais tranquilos:
Manter o bebé perto de si ajuda-o a organizar os ciclos do sono. As sestas são em movimento, perto do coração da mãe e a noite é escura e ainda com um pai/mãe por perto. Isto ajuda o bebé a diferenciar o dia da noite, um passo importante para períodos de sono mais prolongados de noite. Um estudo de crianças prematuras indicou que os bebés tinham intervalos maiores de sono “descansado” quando tinham contacto pele-com-pele com a mãe.
• Comem melhor, ganham peso mais facilmente:
Pesquisa tem demonstrado que bebés prematuros que são tocados e com colo ganham peso mais facilmente e são mais saudáveis do que bebes que não são. Bebés nascidos “no tempo” comem mais frequentemente quando junto ás mães.
• Tem melhor digestão:
O movimento constante e frequentes mamadas associadas ao carregar o bebé no pano promovem boa digestão. Os bebés que são transportados num pano bolsam menos. Bebés com refluxo gastrointestinal podem beneficiar por serem levados na posição correcta após uma refeição. Quando o bebé está nesta posição a força da gravidade ajuda a manter o ácido no estômago, onde pertence. A maior parte destes bebes ultrapassam este problema.
• Desenvolvem melhor:
Bebés que a quem se dá colo experimentam o toque e movimento humano. Este estímulo tem mostrado ter um efeito positivo no desenvolvimento do bebé. Levar o bebé no pano desenvolve destreza motora por estimular o equilíbrio. O bebé está continuamente a reajustar-se enquanto a mãe se movimenta, usando os músculos em desenvolvimento para manter a cabeça elevada, dar pontapés e usando os braços para se agarrar à mãe. Porque os panos são macios e não fazem pressão sobre a cabeça, há menor risco de plagiocefalia (cabeça assimétrica). Levar o bebé no pano naturalmente limita o tempo que o bebé passa em carrinhos de bebé ou cadeiras de automóvel. Leva-lo desta forma conta como Tummy Time (tempo que passam de barriga para baixo).
Existem outras vantagens físicas de ser levado desta forma.
O pano ajuda no desenvolvimento das ancas. A formação das ancas do bebé não está completa no nascimento. A junta da anca continua em desenvolvimento nos primeiros meses de vida. Quando o bebé está colocado junto ao nosso corpo, à frente ou a trás, as suas pernas estão viradas para fora da anca. Esta posição ajuda no desenvolvimento correcto. De facto, crianças com problemas congénitos da anca são muitas vezes colocados nesta posição para ajudar a corrigir o problema.
As outras pessoas mantêm contacto visual com o bebe e falam com ele. Isto promove alerta visual e desenvolvimento da fala.
Os bebés levados num pano têm também a vantagens de observar a vida. O movimento ajuda o bebé a sentir que está a viver e não só a observar a vida. Quando os levamos no pano interagimos com eles mais prontamente.
Excerto de Babywearing: The benifits and Beauty of this ancient tradition de Maria Blois, edição 2005 – autorizado por Pharmasoft Publications e tradução por Zélia Évora clubedopano@yahoo.com autorizada pela autora.
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Um útero com vista
Reportagem de 13 de agosto de 2007.
Fonte: IOLMãe (Portugal).
Ao colo da mãe, aconchegado pelo pano, o bebé ouve o seu coração, sente a sua respiração, acompanha o seu movimento. É como se voltasse ao útero materno, mas com uma janela aberta para o mundo. «O bebé torna-se a continuação do nosso corpo. É como se ainda estivéssemos grávidas». É assim que Zélia Évora descreve a sensação de andar sempre com o seu filho Rafael ao colo, transportando-o num pano.
Conheceu este método de carregar o bebé durante a gravidez, em 2005, e, como não encontrou nenhum pano apropriado à venda em Portugal, pediu a uma amiga que lhe enviasse um da Alemanha. «Comecei a usá-lo assim que o Rafael nasceu. Era óptimo porque, como eu não gostava muito de estar em casa durante a licença de parto, ia para o parque com ele no pano e era muito prático», lembra.
Além de poder estar sempre junto ao seu filho, Zélia descobriu ainda outras vantagens na utilização do pano. «Estando sempre ao meu colo, o Rafael tinha acesso à mama facilmente e eu nem precisava de parar para dar de mamar. E como o movimento o cansava durante o dia, ele dormia sempre bem à noite.»
Ao contrário do que se possa pensar, Zélia garante que o peso do bebé não a maçava, nem lhe provoca dor de costas. «É importante que o bebé esteja posicionado acima do umbigo da mãe, que é o ponto de equilíbrio. Assim, o peso fica distribuído pelo corpo todo e não causa dor de costas. Cheguei a ir com ele no pano das Caldas da Rainha a Lisboa, de transportes públicos», conta, sublinhando ainda a vantagem de não ter de enfrentar obstáculos constantes na rua como acontece com o carrinho de passeio.
O Rafael tem agora dois anos, pesa 16,700kgs e já não cabe no pano. Mas, até há bem pouco tempo, Zélia ainda o usava como apoio ao colo, poupando os braços de suportarem todo o peso.
Impossível era passar despercebida com um pano longo e colorido enrolado ao corpo. Zélia conta que, por várias vezes, foi abordada na rua sobre o «estranho» método de transporte do seu bebé. Foi nessa altura que começou a pensar em fazer da divulgação dos benefícios do pano uma missão.
Procurou informação, contactou especialistas e tornou-se moderadora da NINO (Nine in Nine Out), organização que promove os benefícios dos porta-bebés. Hoje, Zélia tem um site e um blogue dedicados ao «Clube do Pano», onde também vende panos de várias formas e feitios, e organiza workshops para pais que queiram saber mais sobre este método de carregar o bebé.
Inspiração africana
Apesar de só agora estar a chegar aos países ocidentais, a utilização do pano é vulgar em muitos países africanos. António Roque, pediatra na Clínica da Mãe e da Criança, em Lisboa, conhece bem este tipo de porta-bebés graças aos dois anos que passou em Moçambique. «Os miúdos andavam muito felizes enrolados nos panos das mães», lembra o médico. «Eram miúdos mais desenvolvidos fisicamente do que os ocidentais, que passavam os primeiros tempos abandonados na alcofa ou no ovo. Aos seis meses já se sentavam perfeitamente, sem apoio, enquanto aqui a maioria começava, e começa, a sentar-se por volta dos nove meses.» Na opinião do pediatra, isto acontecia devido à actividade contínua a que estavam sujeitos por estarem «colados» à mãe. «Enrolados no pano, os bebés mexem-se com o movimento da mãe e isso faz com que se tornem mais desembaraçados. Por outro lado, como a mãe está em permanente contacto com a criança, fala mais com ela, toca-lhe mais. Logo, os bebés são mais estimulados e andam sempre bem dispostos.»
No entanto, António Roque reconhece que passar essa tradição para o Ocidente poderá ser um processo difícil. «É uma questão cultural. As mães ocidentais estão mais habituadas a fazerem as suas coisas com o bebé na alcofa e acham que se podem cansar com o bebé ao colo. Compreendo também que se sintam estranhas por andar com um bebé enrolado num pano na rua.»
Talvez seja por isso que o pediatra ainda não conheceu nenhuma mãe que utilize o pano para transportar o seu bebé em Portugal. Mas, mais do que um simples meio de carregar o bebé, o pano promove o colo e o contacto físico entre mãe e filho.
E são vários os estudos que têm demonstrado a importância do colo no desenvolvimento dos bebés. «Carregar intensamente o bebé ao colo modifica o choro ‘normal’, reduzindo a sua duração e alterando o padrão típico de choro e agitação nos primeiros três meses. A relativa falta de colo na nossa sociedade pode predispor o bebé normal a choro e cólicas». Pode ler-se nas conclusões de um estudo realizado pelo Montreal Children’s Hospital Research Institute e publicado na revista Pediatrics, em 1986.
Prevenção da displasia de desenvolvimento da anca
Natália Martins, fisioterapeuta no Hospital Distrital do Pombal, começou a investigar os benefícios do pano devido à sua aplicação no tratamento da displasia de desenvolvimento da anca, um defeito na articulação da anca em que a cabeça do fémur não se encontra correctamente colocada na respectiva cavidade. Esta doença é diagnosticada, geralmente, à nascença e exige um tratamento complicado. Nos casos mais severos pode mesmo ser necessária uma intervenção cirúrgica ou a utilização de um aparelho que obrigue as pernas a ficarem afastadas, permitindo que o fémur rode na cavidade da anca. «A postura vertical que o pano proporciona ao bebé é óptima e indicada para este problema. De uma forma agradável está a contribuir-se para a sua correcção», refere a fisioterapeuta, frisando que os benefícios estendem-se também aos bebés que não têm este problema, como forma de prevenção. «Os ligamentos do bebé ainda estão em formação, por isso manter as pernas afastadas é a melhor posição possível para prevenir a manifestação da doença.»
Natália Martins acredita que os casos de displasia da anca estão a aumentar devido a hábitos que se perderam: «Antes havia muito menos diagnóstico porque as mães andavam mais com os bebés ao colo, encaixados na anca, e também por causa das fraldas de pano. Ambas as situações obrigavam os bebés a permanecer mais tempo com as pernas afastadas e evitavam a manifestação da doença.»
Por isso, para a fisioterapeuta, o pano é o meio de transporte de eleição para o bebé, sendo também benéfico para a mãe.
«É normal a mãe ter dores nas costas no período pós-parto devido à fraqueza dos músculos abdominais e à sobrecarga física causada pelos cuidados ao bebé. Andar com o bebé no ovo só agrava a situação devido ao peso do conjunto e ao facto de provocar um desvio grande na coluna. Com o pano, a posição da mãe está correcta porque o peso está equilibrado. Para o bebé também é melhor do que estar sempre sentado no ovo.» Comparando o pano com o marsupial, Natália Martins destaca a versatilidade o pano. «O contra do marsupial é ter uma formato standard e, por isso, mais difícil de ajustar ao nosso corpo, podendo tornar-se desconfortável».
Muitas formas e cores
Há vários tipos de panos criados especialmente para transportar o bebé sempre ao colo. O mais vulgar chama-se simplesmente pano e consiste num longo tecido rectangular que permite «colar» o bebé à mãe em muitas posições: deitado, sentado, de lado, à frente ou nas costas.
Mas existem outros modelos com outros nomes. O sling (tira de pano) – um tecido ajustável ao corpo da mãe através de duas anilhas – e o pouch (bolsa) – um anel de tecido que se enfia na diagonal entre o ombro e a anca da mãe, permitindo criar uma «cama» para o bebé junto ao colo – são os mais populares e estão à venda em vários sites na Internet.
Em comum têm a versatilidade, a originalidade dos padrões e o facto de permitirem aos bebés voltarem a «encaixar» no corpo da mãe. Os utilizadores do pano comparam a experiência a uma gravidez prolongada.
«A barriga dura 18 meses: nove meses dentro da mãe e nove meses fora», lê-se no site do famoso Dr. Sears, pediatra norte-americano, pai de oito filhos, autor de mais de 30 livros sobre pediatria e presença constante em programas de televisão americanos.
Patrícia Lamúrias
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No sábado passado, dia 10, o caderno “Ela”, do Globo, trouxe uma reportagem pequena mas significativa sobre o “pipocar” do sling no Brasil, especialmente aqui no Rio. A Lavínea, muito gentilmente, me avisou da matéria e teve o trabalho de escaneá-la para que eu pudesse ler e ver. Obrigada :)
Peso leve
Reportagem de 10 de maio de 2008.
Fonte: Jornal O Globo, Caderno Ela.
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O filho a tiracolo
Publicado em 11 de maio de 2008.
Fonte: Correio Braziliense, Revista do Correio.
Maria Fernanda Seixas – Especial para o Correio
Moda do sling renasce nos ombros das celebridades e ganha força entre mamães e papais comuns. Saiba quais os benefícios para o principal interessado nessa história: os bebês.

Adeptos do sling, Aline e Felipe, pais de Dan, de 1 ano e Enzzo, de 5 meses, enumeram as vantagens: menos cólicas e menos choro.
Você teria coragem de pendurar um bebê em um pano amarrado entre sua cintura e seu ombro, e andar com ele, livremente, por aí? O que já era tradição entre tribos indígenas brasileiras, peruanas, bolivianas e mulheres africanas agora é moda entre celebridades como Brad Pitt, Angelina Jolie, Cindy Crawford, Julia Roberts, Sheryl Crow, Kate Hudson e Courtney Cox.
A modinha, desta vez, tem até explicação. A prática do babywear (vestir-se de bebê), com faixas de pano chamadas de sling ou kepinas, proporciona inúmeras vantagens a bebês e pais, dizem adeptos e especialistas.
A bióloga Aline Ramos e o marido Felipe Marangon fazem uso do sling desde que o primeiro filho, Dan – hoje com um ano e meio – tinha apenas três meses de vida. “Uma amiga me contou sobre esses panos e eu na mesma hora já me apaixonei pela idéia. Lembro que a primeira vez que coloquei Dan dentro do sling ele se sentiu tão confortável que dormiu em segundos”, conta. Além de usar o acessório para carregar o filho de um lado para outro, Aline conta que a técnica é um antídoto contra as cólicas do filho. “Tanto o Dan quanto Enzzo (segundo filho do casal, hoje com 5 meses) sempre melhoram ao descansarem no sling. Talvez a sensação lembre um pouco a experiência intra-uterina”, sugere Aline.
Segundo o pediatra e guru dos pais americanos Bob Sears, responsável pelos livros de puericultura mais vendidos do mundo, o babywear significa mudar a percepção de como os bebês realmente são. “Os pais, muitas vezes, visualizam bebês deitados quietos no berço, passíveis, observando móbiles e carregados apenas para serem alimentados ou para uma brincadeira rápida. O babywear muda essa concepção”, descreve o pediatra em seu blog.
As vantagens principais do sling são muitas e abrangem, como acredita Aline Ramos e confirma o pediatra americano, confortos para dores e momentos de choro. “O bebê acaba por chorar menos, pois sente-se acalentado e protegido por mais tempo”, elogia Sears.
Fato consumado
Em 1986, tais benefícios puderam ser comprovados quando um time de pediatras da Universidade de Montreal, no Canadá, publicou um estudo com 99 pares de mãe e filho divididos em dois grupos. O primeiro foi encorajado a carregar o bebê por três horas a mais do que estavam acostumados. O outro não. Depois de seis semanas os bebês do primeiro grupo choravam e reclamavam 43% menos que os do segundo grupo.
Ainda de acordo com Sears, antropólogos que viajaram o mundo pesquisando mães que carregam filhos em panos concluíram que os filhos ficam muito mais calmos. “Quando na cultura ocidental mensuramos o choro de um bebê durante um dia em horas, nas culturas que praticam o babywear, mensuramos em minutos. Achamos natural que o bebê chore tanto. Mas em outras culturas, isso não é nada normal”, avaliou o pediatra. “Para a saúde emocional, intelectual a fisiológica funcionar otimamente, a presença contínua da mãe, como quando o sling é usado, é uma influêcia necessária”, diz Sears. Outra vantagem apontada por pediatras canadenses é que os bebês que são carregados por mais tempo aprendem mais, pois transitam por diversos ambientes, ficam em estado de alerta e observam mais as feições da mãe ou do mundo ao redor, dependendo da posição.
O Brasil na onda
No Brasil, a moda do babywear chega tímida, mas já conquistou muitas mães. A curitibana Halini do Prado, mãe de Lara, 5 meses, só tomou conhecimento da prática quando teve seu segundo filho. “O prazer de ficar juntinho com o filho da gente e não sofrer com dores nos braços é indescritível. Aquele mito que colo deixa criança mal acostumada caiu por terra”, avalia.
Para a brasiliense Aline Ramos, o preconceito que algumas mães adeptas do babywear sofrem é normal, pois os slings ainda não são tão comuns no país. Perguntas do tipo “O bebê não vai cair?”, ou “Não está esmagando a criança?”, não a irritam. “Não tem como sair na rua e passar despercebida com o filho no sling”, brinca Aline. “Todas as vezes que eu saio com a Lara no sling sou abordada no mínimo por três pessoas”, diz Halini do Prado. Foi graças a tantos interessados que Halini decidiu fabricar seus próprios slings e vender para familiares e amigos. “As pessoas estão se interessando bastante e já vendo alguns para outras cidades. Mas é bom alertar as mães para ter cuidado na hora de comprar um. O sling de qualidade deve oferecer segurança”, diz.
Os mais usados e comercializados são os ring-slings, que têm argolas próprias que permitem regular a altura e possibilita diversas posições do bebê. Já o pouch-sling, muito usado nos Estados Unidos e Europa, é uma faixa inteira de pano costurada, e é feito por encomenda, de acordo com o tamanho do adulto que o utilizará. Outro tipo de babywear é a kepina, que não traz costuras. É um pano quadrado, dobrado na transversal em forma de leque. Suas pontas são amarradas no ombro e a terceira ponta sustenta o bebê ao ser encaixada entre a barriga da mãe e do filho.
TEST-DRIVE
A convite da Revista do Correio, a diplomata Viviane Balbino topou experimentar, pela primeira vez, dois tipos de sling e uma kepina, com seu filho Nuno Reifschneider, de 9 meses, e contar como foi a experiência. Segundo Viviane, todos os modelos são válidos, pois cansam menos do que carregar o bebê diretamente no braço. Mas o modelo pouch foi o preferido.

1. KEPINA
“A Kepina é mais complicada de aprender a usar. Exige que o nó seja ajustado conforme a altura, e a ponta do pano deve se encaixar entre as pernas do bebê para segurá-lo. Achei um pouco confuso e o nó me parece incômodo.”
2. POUCH SLING
“Achei que este é o modelo mais bonito e prático. Foi o que o Nuno pareceu se adaptar melhor. Ele ficou bem encaixadinho e me senti segura. Simplesmente o sentei no pano e não precisei ajustar nada. Não teve mistério.”
3. RING-SLING
“Este modelo é bom por ser ajustável. Posso dividir o sling com o pai, por exemplo. O excesso de pano sobrando não me parecia tão legal, até que vi que na ponta vem um bolsão costurado que pode ser bem prático para carregar coisinhas durante os passeios.”
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Mães relatam benefícios do “sling”, carregador de pano para bebês
Publicado em 1 de setembro de 2008.
Fonte: Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio
RACHEL BOTELHO colaboração para a Folha de S.Paulo

A modelo Luciane Trapp, 26, que usa o "sling" com Bernardo, de dois meses, e já usou o carregador com o filho mais velho.
Durante os cinco meses em que ficou afastada do trabalho após o nascimento de Pedro, hoje com dois anos e oito meses, e de Luana, oito meses, a estatística Relze Fernandes, 32, carregou os filhos para cima e para baixo. E, segundo diz, não precisou deixar nenhuma atividade de lado por causa disso. “Colocava o ‘sling’ de manhã e passava o dia todo com ele. Na única vez em que esqueci, fiquei ‘podre’ de levar meu filho no colo. Usava tanto que não conseguia tirar nem para lavar”, diverte-se.
Assim como as mães-celebridades Julia Roberts e Angelina Jolie, Relze faz parte de um grupo crescente de mulheres (e homens) de grandes centros urbanos que está aderindo a carregadores de tecido para transportar os bebês próximos ao corpo durante passeios e tarefas rotineiras, um hábito arraigado entre povos de regiões da Ásia e da África e que tem adeptos também na Europa e na América do Norte.
Além do aspecto prático – liberar mãos e braços do adulto para outras atividades -, os defensores do “sling” atribuem a ele outras vantagens, como o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e a criação de bebês mais relaxados. “As mães relatam que seus filhos choram menos e se sentem mais seguros, além de sentarem e andarem mais cedo”, afirma a pediatra Jucille Meneses, do departamento científico de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. “Embora não haja embasamento científico para indicar o uso do ‘sling’, o contato com a mãe é benéfico para o lactente.”
Nos Estados Unidos, o pediatra William Sears, autor de mais de 40 livros, é um dos entusiastas dos carregadores e o responsável por cunhar o termo “babywearing” (algo como “vestir o bebê”). De acordo com ele, os bebês “slingados” choram menos, aprendem mais e são mais espertos.
A modelo Luciane Trapp, 26, que começou a usar o “sling” com Gabriela, 3, e atualmente carrega Bernardo, de dois meses, tem sua própria explicação. “O bebê sai da barriga e é colocado em um berço grande e vazio, o que é muito frio. No ‘sling’, é como se continuasse no meu corpo”, diz. “E, se ele quer mamar, é só arrumar o pano que não dá para ninguém ver. Faço isso até andando.”
A pediatra Jucille Meneses cita outras vantagens da rede: mantém as pernas do bebê unidas e não altera o desenvolvimento do quadril, o que pode ocorrer com o uso contínuo da mochila e de modelos tipo cadeirinha. “Algumas pessoas podem se questionar se o carregador aumenta a curvatura da coluna vertebral do bebê, mas isso não ocorre. Ele não leva a vícios de posição”, completa.
Cólicas
O “sling” também costuma ser associado à diminuição das cólicas. Relze Fernandes, que passou dez meses “slingando” os filhos, atribui as poucas crises ao fato de eles terem passado muito tempo com as pernas encolhidas na rede. Para a pediatra, a explicação é outra: as dores diminuem graças ao fortalecimento do vínculo entre a mãe e o bebê, “que melhora o ambiente psíquico e, conseqüentemente, as cólicas”.
Mas nem todo mundo se sente confortável com o carregador. A psiquiatra Fernanda Moreira, 36, usou com o filho Thiago nos primeiros meses, mas depois notou que ele não queria mais ficar na rede. “Ele não gosta de colo deitado, só em pé, até para dormir. Então, detestou o “sling” logo que passou dos dois meses. Acho que passou a se sentir meio preso”, diz.
Em relação ao corpo da mãe, há pelo menos uma ressalva. Para Osmar Avanzi, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e professor da Santa Casa de São Paulo, não é recomendável usar os carregadores durante longos períodos para não sobrecarregar a coluna. “É importante também ter um bom condicionamento físico e fazer alongamento para evitar dores lombares. Sem falar que, quanto maior o peso da criança e do próprio adulto, pior a sobrecarga”, explica.
Outro medo recorrente entre os que olham com desconfiança para os carregadores, o de criar crianças extremamente dependentes dos pais, é rechaçado pelas adeptas. “Eu me preocupava muito de voltar a trabalhar e o Pedro não se adaptar, pois só dormia no ‘sling’, mas depois parecia que ele tinha nascido na escola. Ele é muito independente”, afirma Relze Fernandes.
Vale lembrar que os carregadores são seguros, desde que os pais tomem alguns cuidados, como verificar o estado da costura e do tecido, não deixar que o pano cubra o rosto do bebê, não colocar objetos dentro do “sling” e, por fim, usar o bom senso ao transportar a criança, segurando-a ao se inclinar para a frente e evitando manipular bebidas quentes e chegar perto de chamas ou objetos cortantes e pontiagudos. O uso é contra-indicado ao andar de bicicleta ou dentro do carro.
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Matriosca na Folha de S. Paulo!
Ontem, sábado, 8 de novembro, saiu no Caderno Vitrine, da Folha de S. Paulo, mais uma matéria sobre os slings. No mês passado recebi um e-mail da produtora do caderno pedindo que eu lhe enviasse um sling, pois uma jornalista almejava fazer uma matéria testando o produto e comparando-o com outros. Achei a idéia ótima! O nosso pouch sling foi comparado com o sling de argolas da Babyslings, empresa pioneira na fabricação de slings de argolas no Brasil. Achei a matéria interessante, compara as tradicionais caderinhas carregadoras de bebês com os famigerados slings e me pareceu bastante imparcial nas críticas.
O único problema foi o fato de a jornalista não ter usado o nosso sling corretamente (o braço da jornalista ficou imobilizado pois ela não usou o sling dobrado sobre o ombro, mas aberto), como ensino no Manual, talvez isto tenha dificultado um pouco a sua adaptação. Mas é bom notar estes errinhos para alertar às mães e aos pais sobre o uso correto do acessório.
Gincana com filho no bolso
Publicado em 8 de novembro de 2008.
Fonte: Folha de S. Paulo, Caderno Vitrine.
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Reportagem do programa Mais Você, da Rede Globo
Exibida em 29 de setembro de 2008.
Fonte: Globo Vídeos.
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Reportagem do programa Em Movimento
Exibida em 6 de dezembro de 2008.
Fonte: Globo Vídeos.
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Reportagem do Jornal Hoje, da Rede Globo
Exibida em 15 de dezembro de 2008.
Fonte: Globo Vídeos.
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Reportagem do RPC, TV Paranaense
Reportagem de 2 de Janeiro de 2009.
Fonte: TV Paranaense.
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Reportagem Ric Notícias
Reportagem de 29 de Janeiro de 2009.
Fonte: TV Paranaense.





